As investigações revelaram que o grupo em questão não se limitava apenas ao crime de roubo de cargas; ele também estava envolvido em atividades de narcotráfico. Os membros do grupo utilizavam os lucros obtidos com os roubos para sustentar suas operações no tráfico de drogas, especialmente ligadas à facção criminosa conhecida como Comando Vermelho (CV). O roubo de cargas, nesse contexto, se configurava como uma prática adicional que acelerava sua lucratividade.
A pesquisa realizada pelos agentes indicou que Manguinhos servia como um ponto central para transbordo, ocultação e distribuição de cargas roubadas. As ações criminosas eram exercidas principalmente em áreas movimentadas, como a Avenida Brasil e a Rodovia Washington Luiz, onde veículos eram interceptados com facilidade. O foco principal desses roubos estava em cargas de óleos lubrificantes, itens de alta valorização no mercado negro.
A operação também destacou a complexidade do esquema criminoso, que incluía a colaboração de funcionários de transportadoras. Esses colaboradores eram responsáveis por fornecer informações estratégicas sobre rotas, horários e dias de transporte, permitindo ao grupo planejar seus ataques com maior eficácia e, assim, reduzir a exposição a abordagens policiais. É importante ressaltar que o dinheiro obtido por meio dessas infrações criminosas era reinvestido na compra de armamentos e entorpecentes, perpetuando um ciclo de violência e criminalidade na região.
Essa operação representa um passo significativo no combate ao crime organizado na cidade, evidenciando a importância da colaboração entre as forças policiais e a necessidade de um trabalho contínuo para enfrentar o tráfico de drogas e o roubo de cargas, que caminham lado a lado no cenário de violência urbana.






