Polícia Civil desmantela quadrilha que roubou R$ 5,5 milhões em fraudes no Pix durante a Operação Rastro no Distrito Federal.

Polícia Civil do Distrito Federal Desmantela Esquema Fraudulento de Pix em Operação Rastro

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desencadeou na última quinta-feira (25/06) a Operação Rastro, com o objetivo de desmantelar um sofisticado esquema de fraudes envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos, o Pix. O grupo investigado explorou uma vulnerabilidade em um microsserviço de uma cooperativa de crédito, permitiu a realização de impressionantes 425 transações fraudulentas, resultando em um golpe que gerou um prejuízo superior a R$ 5,5 milhões. Durante a operação, a PCDF cumpriu mandados de busca e apreensão na residência de sete suspeitos.

De acordo com informações da corporação, a organização criminosa era especializada em manipulação de falhas em sistemas de instituições financeiras. A estrutura do grupo era complexa e dividida em núcleos funcionais, que incluíam setores técnicos, aliciamento, financeiro e de beneficiários. Os criminosos não se limitaram a roubar os valores, mas também utilizaram criptomoedas para lavar os recursos subtraídos.

O delegado-adjunto da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), Eduardo Dal Fabbro, revelou que um funcionário da própria cooperativa de crédito participou ativamente do esquema, fornecendo acesso aos criminosos. As investigações revelaram que as transferências foram realizadas de forma automatizada e fracionada, utilizando um método conhecido como “smurfing”, que permite a dispersão dos valores em múltiplas transações para evitar a detecção.

Além de realizar transferências, o grupo converteu os montantes subtraídos em criptoativos, os quais foram direcionados a corretoras tanto nacionais quanto internacionais. Essa estratégia foi adotada com o intuito de ocultar e dissipar o patrimônio fraudulento, dificultando assim a recuperação dos valores pela polícia. A PCDF afirmou que as investigações continuam em andamento, visando a completa identificação de outros membros da organização e a recuperação das quantias desviadas.

Com o aumento da popularidade do sistema Pix, o interesse de criminosos por esse método de pagamento só tende a crescer. Ao lado de organizações como a do caso em questão, golpes que visam induzir vítimas a realizar transferências fraudulentas se tornaram cada vez mais frequentes. Um relatório recente indicou o registro de 57 fraudes detetadas entre 2025 e 2026, com uma média alarmante de uma tentativa de golpe a cada dois segundos, destacando a urgência na conscientização sobre os riscos associados a transações realizadas por meio de plataformas digitais.

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