Para minimizar os custos operacionais, os responsáveis pela atividade ilícita recorreram a ligações clandestinas na rede elétrica, o que resultou em um aumento exacerbado no consumo de energia. A situação gerou uma série de problemas para a comunidade local, que relatou frequentes quedas de energia e danos a eletrodomésticos em suas residências. O impacto do furto de energia era tão significativo que a polícia estimou que o consumo ilegal poderia equivaler ao de cerca de mil residências, resultando em um prejuízo estimado em mais de 150 mil reais mensais.
Além da subtração de energia elétrica, foram identificadas irregularidades no uso da água do Rio São Francisco, que estava sendo utilizada para resfriar os equipamentos de mineração, configurando mais uma violação das normas ambientais. A prática não apenas prejudica a rede elétrica local, mas também levanta sérias questões sobre os impactos ambientais da operação.
Os equipamentos de mineração foram apreendidos durante a ação policial, e as autoridades agora se concentram na investigação do esquema, buscando identificar os indivíduos que estavam por trás dessa atividade criminosa. A operação não se limita apenas às infrações relacionadas ao furto de energia; a polícia também está avaliando possíveis crimes adicionais, como sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, o que poderia indicar uma rede criminosa ainda mais ampla.
Esses desdobramentos ressaltam a importância do combate à criminalidade no uso de novas tecnologias e a necessidade de uma resposta contundente das autoridades diante do avanço de práticas ilícitas que podem comprometer tanto a economia local quanto a integridade da infraestrutura pública.
