Polícia Civil desmantela fábrica clandestina de gelo no Guarujá, apreendendo dinheiro e armas em operação contra crime organizado no litoral paulista.

Na manhã da última sexta-feira, a Polícia Civil desmantelou um sofisticado esquema de produção clandestina de gelo no Guarujá, região litorânea de São Paulo. A ação resultou no fechamento de uma fábrica que operava sem as devidas autorizações legais e sanitárias.

Durante a operação, que ocorreu no bairro Guaiúba, os investigadores descobriram uma estrutura complexa que incluía equipamentos industriais, freezers e vastos reservatórios de água, além de uma grande quantidade de gelo já produzido, pronto para distribuição comercial. O mais alarmante é que a água utilizada na fabricação do gelo estava sendo furtada da rede pública, uma prática que representa não apenas um crime, mas também um grave risco à saúde pública, já que o gelo produzido carecia de qualquer certificação de potabilidade.

Além dos maquinários e do gelo, a equipe policial apreendeu mais de R$ 57 mil em dinheiro, cuja origem não pôde ser justificada. No local, também foi encontrado um revólver calibre .38, junto com munições e acessórios para armamento, o que evidencia a gravidade e a organização do crime. Investigadores ainda identificaram ligações clandestinas de energia elétrica e água, práticas conhecidas como “gatos”, o que aumenta as preocupações sobre a segurança e a legalidade das operações realizadas na instalação.

A operação foi coordenada pelo delegado Glaucus Vinicius Silva e pelo chefe dos investigadores, Paulo Carvalhal. Contaram com o apoio da Vigilância Sanitária e de empresas como a Sabesp e a concessionária de energia Elektro, reforçando a importância da colaboração entre diferentes órgãos para combater ações ilegais que afetam a saúde e a segurança da população.

Os responsáveis pela fábrica foram autuados por várias infrações, incluindo associação criminosa, crimes contra as relações de consumo, furto qualificado e posse ilegal de arma de fogo. Todo o maquinário e as embalagens foram lacrados e apreendidos, encerrando de forma abrupta uma operação irregular que colocava em risco a saúde de muitos consumidores. Essa ação é um alerta para a necessidade constante de vigilância e fiscalização das atividades econômicas, especialmente aquelas que envolvem produtos diretamente consumidos pela população.

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