As investigações que antecederam a operação revelaram um esquema estruturado para coletar os lucros obtidos com a venda de drogas e outras atividades ilícitas. A organização criminosa demonstrou ter uma hierarquia rígida, onde cada membro exercia uma função específica, coordenando desde o transporte de dinheiro até a arrecadação dos lucros oriundos do tráfico.
A Justiça emitiu ordens de prisão temporária para seis indivíduos, incluindo o principal responsável pela área financeira da facção. Além disso, a operação incluiu a execução de dez mandados de busca e apreensão em locais relacionados à organização criminosa. Os procedimentos foram realizados em diversas localidades, incluindo São José dos Campos, Guaratinguetá e Lorena, no interior paulista, e em cidades litorâneas como São Sebastião, Caraguatatuba e Praia Grande.
A infiltração das autoridades neste esquema se deu a partir da abordagem de uma mulher que estava transportando cerca de R$ 8 mil. A suspeita é de que o dinheiro estivesse vinculado ao tráfico de drogas, uma vez que carregava um forte odor característico de entorpecentes. Isso acendeu o alerta para a atuação da facção na região.
A investigação revelou que o grupo utilizava um sistema complexo de comunicação, inclusive com o uso de palavras cifradas e telefones de terceiros, para evitar a detecção por parte das autoridades. Isso demonstra a organização interna da facção, que se mantém ativa e adaptável às operações policiais.
Até o momento, três detentos foram identificados, incluindo o chefe do setor financeiro, responsável pela coordenação das atividades financeiras, gerenciando o fluxo de dinheiro, a ocultação de valores e processos de lavagem. A operação ainda está em andamento e promete desvelar mais informações sobre a atuação do PCC na região.






