Polícia Civil desarticula esquema de fraudes no trânsito e venda clandestina de medicamentos em Minas Gerais, com prejuízo superior a R$ 1,3 milhão.

Belo Horizonte – Na última quarta-feira, 29 de abril, uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais resultou na desarticulação de um extenso esquema criminoso que estava envolvido na exclusão fraudulenta de infrações de trânsito, além da venda clandestina de medicamentos para emagrecimento. O esquema gerou um prejuízo superior a R$ 1,3 milhão aos cofres públicos e culminou na prisão em flagrante de uma mulher de 44 anos, que é apontada como a líder da operação criminosa. A suspeita é uma ex-servidora da prefeitura de Santa Luzia, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Durante a ação, foram sequestrados bens de luxo vinculados à criminosa, apreendidos montantes significativos de dinheiro e confiscados materiais hospitalares que eram utilizados de forma ilegal na manipulação de medicamentos de origem estrangeira. As diligências, coordenadas pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Santa Luzia, revelaram a prática de crimes como corrupção passiva, peculato eletrônico e infrações à saúde pública. As investigações, que tiveram início em outubro do ano anterior, já acumulam mais de 1.200 páginas de provas documentais.

O delegado responsável por este caso, Fábio Lucas Gabrich Cruz e Silva, detalhou que a investigada utilizava credenciais do sistema de gestão de trânsito para retirar infrações fraudulentas. O filho da investigada também estava envolvido, promovendo serviços de cancelamento de multas através de plataformas digitais, cobrando valores que significavam uma redução de mais de 50% em relação às taxas oficiais. Ao todo, foram identificadas 4.445 baixas ilegais de multas.

Além disso, ao cumprirem mandados judiciais, os agentes da PCMG descobriram um segundo núcleo de delitos relacionados à saúde pública, no qual a criminosa foi flagrada com medicamentos emagrecedores sem registro nos órgãos de vigilância sanitária. Durante a investigação, ficou evidente que ela comprava substâncias de fornecedores ilegais e as fracionava utilizando seringas, empregando técnicas rudimentares aprendidas em redes sociais, apesar da falta de qualquer formação na área da saúde.

Dada a gravidade das ações da suspeita, a prisão foi justificada pelo iminente risco à saúde pública. A fase visível da operação resultou na apreensão de ativos e bens que evidenciam o enriquecimento ilícito da família envolvida. Entre os itens confiscados, destacam-se R$ 11.474 em dinheiro, veículos de luxo, incluindo uma caminhonete e uma motocicleta avaliados em mais de R$ 160 mil, além de eletrônicos sofisticados, joias e um grande volume de material médico-hospitalar, como seringas e agulhas.

Todos esses itens passarão por perícia técnica, que será fundamental para o prosseguimento das investigações, que agora buscam identificar outros possíveis beneficiários deste esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.

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