Segundo informações da polícia, o grupo mantinha ao menos 32 pontos de venda de drogas na região, e mesmo com a prisão de alguns de seus líderes, as atividades criminosas continuavam a ser comandadas de dentro das penitenciárias. Isso demonstra a complexidade e a resiliência do grupo, que usava diversas táticas para manter o controle da operação e das movimentações rivais.
Um dos alvos da operação é uma mulher conhecida como “Princesa”, que foi identificada como gerente regional da facção. Ela havia sido presa anteriormente na Operação Coroa Quebrada, evidenciando a persistência das autoridades em desarticular redes criminosas que operam na região.
O grupo em questão não apenas se dedicava ao tráfico de drogas, mas também monitorava a ação de rivais e a movimentação policial. Integração e comunicação entre os membros eram fundamentais, e os integrantes costumavam enviar fotos e vídeos de áreas estratégicas, formando um sistema de vigilância territorial que demonstrava o poder que exerciam localmente.
No total, a operação resultou na expedição de 22 ordens judiciais, incluindo cinco mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão, distribuídos por diferentes municípios do estado. As ações foram realizadas em simultâneo nas cidades de Cuiabá, Cáceres, Mirassol D’Oeste, Várzea Grande e Primavera do Leste, e foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0, sob a supervisão do Juiz das Garantias e com parecer do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
A escolha do nome “Codinomes” para a operação reflete a estratégia dos envolvidos, que frequentemente alteravam seus apelidos para evitar a identificação. A operação mobilizou uma força-tarefa significativa, reunindo mais de 140 integrantes de diversas forças de segurança, incluindo policiais civis, militares e do Exército, todos empenhados em um esforço conjunto para coibir a ação das facções criminosas. Além disso, a Operação Codinomes faz parte de um conjunto de ações do programa estadual de combate a facções e se integra ainda à Rede Nacional de Unidades Especializadas no Combate às Organizações Criminosas (Renorcrim), que coordena esforços em todo o país no combate ao crime organizado.
