O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) revela que a escolha das fantasias não é feita de forma aleatória. O planejamento das caracterizações leva em consideração a integração dos policiais ao ambiente dos blocos, além de aspectos cruciais como mobilidade, conforto e segurança operacional. As equipes, formadas por cerca de seis a oito policiais, são posicionadas em pontos estratégicos da cidade. Esses locais são selecionados com base em análises de inteligência, históricos de ocorrências e o fluxo intenso de foliões, criando uma barreira de segurança visível e discreta.
A estratégia não se limita apenas a uma presença camuflada; ela se baseia na observação atenta do comportamento dos participantes. Os agentes têm a missão de identificar posturas suspeitas, como pessoas que circulam sem disfarces de folião e que parecem focadas em furtos, mirando em bolsos e bolsas desprevenidas. Durante as abordagens, os policiais realizam consultas em sistemas de segurança. Quando a situação exige, utilizam tecnologia de reconhecimento facial com dispositivos móveis. Se houver mandados de prisão em aberto ou evidências de crime sendo cometido, a detenção é realizada de forma imediata.
Essa estratégia traz um novo paradigma para a segurança pública em eventos festivos, demonstrando que a atuação policial pode ser eficaz e também adaptável às características únicas de cada celebração.







