Polícia Civil de Alagoas prende suspeito de feminicídio de mulher trans em Porto Calvo após intensas buscas em Maceió; crime foi motivado por ciúmes.

Na tarde dessa segunda-feira, 2 de outubro, a Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) executou um mandado de prisão temporária que resultou na captura de um homem suspeito de assassinar uma mulher trans no município de Porto Calvo, localizado na região Litoral Norte do estado. O suspeito foi encontrado na capital alagoana, Maceió, após intensas buscas feitas pelas autoridades policiais ao longo de vários dias.

A operação, que resultou na prisão do investigado, foi orquestrada pela Delegacia de Homicídios da 8ª Região. Sob a coordenação do delegado Francisco Torquato, a ação contou com a colaboração da Delegacia de Homicídios da 2ª Região, demonstrando a eficácia do trabalho conjunto entre as equipes na busca por justiça.

As investigações, que se aprofundaram nos dias seguintes ao crime, indicaram que o assassinato ocorreu no dia 25 de janeiro deste ano. A vítima, uma mulher trans identificada como Bianca, tinha um relacionamento amoroso com o suspeito. Durante o desenrolar do caso, foi revelado que o homem estava sob efeito de substâncias etílicas e entorpecentes no momento do crime. Ele é acusado de ter desferido aproximadamente 25 golpes de arma branca, principalmente na região do pescoço da vítima, o que provocou sua morte imediata.

Após o ato violento, o suspeito se dirigiu a Maceió na tentativa de evitar as consequências legais de seu ato. As investigações da Polícia Civil apontaram que o crime foi motivado por ciúmes, o que reforçou a caracterização do caso como feminicídio, um crime que tem ganhado destaque pela sua relação com a violência de gênero.

Em um comunicado oficial, a PC/AL enfatizou a seriedade com que está tratando o caso e reafirmou seu compromisso com o enfrentamento da violência de gênero e outras formas de crime de ódio. O detido permanece sob custódia, aguardando as determinações da Justiça, enquanto as investigações continuam para a finalização do inquérito policial. Essa situação traz à tona a urgente necessidade de um olhar mais atento e efetivo sobre as questões de violência contra minorias, especialmente em um contexto tão marcado por desigualdades e discriminações sociais.

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