O seminário contou com a palestra do agente de polícia Maurício Santino, que atua como chefe de operações no 80º Distrito Policial de Junqueiro. A atividade foi um ponto de encontro para diversos públicos, incluindo servidores públicos, estudantes, membros da rede de proteção e autoridades municipais, além da comunidade local. O debate se tornou um fórum importante para a troca de informações e melhores práticas no enfrentamento a este tema sensível.
Durante sua apresentação, Maurício Santino enfatizou a relevância da identificação precoce dos sinais de violência e das alterações de comportamento que podem, muitas vezes, indicar a presença de situações de abuso entre crianças e adolescentes. Ele destacou que os efeitos do abuso vão além das marcas físicas, manifestando-se também em mudanças de comportamento, dificuldades escolares e de relacionamento. Essa abordagem amplia a compreensão sobre como a violência pode se instalar na vida de jovens, muitas vezes sem que ninguém perceba.
O policial também apresentou os diversos órgãos e instituições que atuam no acolhimento e na assistência às vítimas, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), o Conselho Tutelar e a Rede de Atenção às Violências (RAV), além da própria Polícia Civil. Santino deixou claro que a responsabilidade de proteção das crianças não recai exclusivamente sobre as forças de segurança. “Proteger crianças não é dever só da polícia. É dever de todo adulto. O silêncio protege o agressor, enquanto a denúncia salva vidas”, reiterou ele, convocando a todos a atuarem de forma proativa na proteção das crianças e adolescentes de sua comunidade.
O seminário cumpriu seu papel de sensibilização, instigando uma reflexão conjunta sobre como a sociedade pode se mobilizar e colaborar na manutenção da segurança e dos direitos das crianças, ressaltando que a prevenção ao abuso sexual é uma responsabilidade compartilhada por todos.
