POLÊMICA – Renan Filho mantém diretor do Dnit no cargo após investigação da Polícia Federal – com Jornal Rede Repórter

O ministro dos Transportes, Renan Filho, manteve no cargo o diretor de Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Marcos de Brito Campos Júnior, mesmo após o servidor ter sido alvo de investigação da Polícia Federal e ser submetido ao uso de tornozeleira eletrônica por determinação judicial. As informações foram divulgadas pela jornalista Andreza Matais, do portal Metrópoles.

Marcos de Brito Campos Júnior é investigado na Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em 18 de dezembro de 2025, que apura um esquema de descontos associativos considerados irregulares sobre benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). À época, a Justiça determinou o afastamento cautelar do servidor e a adoção de medidas restritivas, incluindo o monitoramento eletrônico.

Apesar da investigação, Marcos segue formalmente no cargo de diretor de Finanças do Dnit, autarquia vinculada ao Ministério dos Transportes e responsável pela gestão de um orçamento estimado em R$ 11 bilhões para 2026. A permanência foi confirmada por integrantes do próprio gabinete do diretor, e registros administrativos indicam a existência de despachos assinados por ele após a deflagração da operação policial.

De acordo com as apurações, o servidor teria auxiliado Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, quando este atuava como superintendente do instituto na Região Nordeste. A Polícia Federal aponta Marcos como um dos agentes centrais do esquema, responsável por viabilizar a aplicação dos descontos investigados diretamente na folha de pagamento de beneficiários.

Entre os elementos reunidos no inquérito estão passagens aéreas emitidas em nome do servidor e custeadas por uma empresa classificada como de fachada, além de mensagens que indicariam o recebimento de R$ 20 mil como pagamento por supostos serviços. A Polícia Federal chegou a solicitar a prisão preventiva de Marcos.

O pedido, no entanto, foi negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, que avaliou que o investigado teria rompido vínculos diretos com os demais envolvidos a partir de 2023, quando assumiu a diretoria no Dnit. Com isso, a prisão foi substituída por medidas cautelares, como a proibição de contato com outros investigados e o uso de tornozeleira eletrônica.

Procurado por meio de seu gabinete, Marcos de Brito Campos Júnior informou que está de férias e que deve retornar a Brasília no dia 20 de janeiro. O Dnit é responsável pela execução da política federal de infraestrutura de transportes terrestres e aquaviários e já foi alvo, ao longo dos anos, de investigações relacionadas a suspeitas de irregularidades administrativas.

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