Polêmica do ‘toque duplo’ em partidas de curling expõe tensões no Canadá nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026

O curling canadense se tornou um ponto focal de controvérsias durante os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, com novas alegações de infrações às regras que chocaram a comunidade esportiva, especialmente considerando a reputação do esporte por seu espírito de fair play. O incidente mais recente envolve a equipe masculina, acusada de cometer uma infração conhecida como “double-touch”, que acontece quando um jogador toca a pedra após soltá-la, uma violação clara das normas.

A situação gerou tensão durante o torneio de “round robin”, quando Oskar Eriksson, da Suécia, fez uma denúncia contra o canadense Marc Kennedy. Apesar do intenso embate, a equipe do Canadá saiu vitoriosa, vencendo os suecos por 8 a 6. Entretanto, o clima da partida foi marcado por desavenças e um intercâmbio acalorado de acusações entre os competidores, culminando em um vídeo do momento do alegado toque duplo que rapidamente se espalhou pelas redes sociais.

Kennedy não hesitou em defender sua posição, negando energicamente qualquer irregularidade: “Eu não gosto de ser acusado de trapaça depois de 25 anos competindo e quatro Olimpíadas. Ele continuou nos acusando de trapaça, e eu não gostei disso”, desabafou o atleta, insinuando que a frustração de Eriksson poderia estar ligada à derrota.

A controvérsia não parou na equipe masculina. No dia seguinte, a equipe feminina, liderada por Rachel Homan, enfrentou uma situação também delicada em sua partida contra a Suíça. Após uma decisão de um árbitro que alegou um toque inválido, uma das pedras canadenses foi retirada do jogo. Homan expressou sua incredulidade diante da decisão: “Tipo, absolutamente não. Chance zero por cento” foi sua reação, ressaltando o impacto da polêmica anterior em sua equipe.

A reação do time feminino foi exacerbada pela pressão adicional imposta pelas alegações contra seus colegas. Quando questionadas sobre a possibilidade de revisar a decisão dos árbitros, as jogadoras foram instruídas a aceitar o julgamento, enquanto seus ânimos se exaltavam durante a discussão.

Diante das alegações, a World Curling, entidade responsável pela supervisão do esporte, afirmou que o toque na pedra após a linha de soltura é uma infração grave e explicou que, embora a fiscalização seja realizada, a falta de revisões por vídeo dificulta a confirmação das infrações. A partir do incidente, a entidade anunciou um reforço na fiscalização, com a presença de dois oficiais em cada uma das pistas, visando aumentar a transparência e a confiança nas decisões dos árbitros.

Esses episódios surgem em um contexto desafiador para as equipes canadenses, com a derrota da equipe feminina prejudicando suas chances de classificação e o time masculino lidando com o estresse emocional gerado pelas polêmicas. A expectativa é de que as novas medidas de fiscalização contribuam para restaurar a ordem e a integridade competitiva durante o restante da competição.

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