O policial responsável pelo disparo foi preso em flagrante e levado ao Presídio Romão Gomes. Entretanto, no dia seguinte, ele foi libertado durante uma audiência de custódia e responde em liberdade por tentativa de homicídio. O soldado alegou que sua intenção era atingir um motociclista que estaria sem capacete e sem placa, supostamente fazendo menção a uma arma de fogo. Durante uma operação relacionada ao combate de bailes funk na região, ele errou o tiro e atingiu Lourivaldo, que estava do outro lado da rua.
O relato do soldado e de testemunhas são os únicos registros do ocorrido, já que a câmera corporal de Luiz Henrique não conseguiu captar o instante do disparo. Segundo um relatório policial, o acionamento da câmera aconteceu tardiamente, o que resultou na perda das imagens do momento anterior. Outros policiais envolvidos na operação não apresentaram registros devido a problemas técnicos ou por estarem em direções distintas.
O caso, que está sendo investigado pela Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar, levanta questionamentos sobre a conduta dos policiais e a preservação da cena do crime. O delegado Eder Vulczak, responsável pela apuração, manifestou preocupação em relação ao atraso na comunicação do incidente à Polícia Civil e a falta de uma análise técnica adequada da situação. Ele destacou que a PM não tinha competência para conduzir investigações em casos que envolvem crimes dolosos contra a vida praticados por policiais.
Além de criticar a atuação da Polícia Militar, o delegado mencionou a necessidade de uma resposta mais eficaz das autoridades em situações que envolvem uso de força e disparos de arma, uma vez que a preservação de evidências é crucial para elucidar a dinâmica dos eventos e determinar responsabilidades. A investigação está em andamento e espera-se que novas informações sejam coletadas para que a verdade sobre os fatos seja conhecida.
