De acordo com informações de organizações estudantis, a Secretaria Estadual de Educação havia consentido a presença dos representantes na escola, mas a direção do colégio optou por barrá-los e chamou a polícia. A atitude gerou um clima de tensão, custando violências que, segundo testemunhos, foram desnecessárias. A resposta do Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação do Rio de Janeiro (Sepe) foi prontamente negativa em relação ao ocorrido, destacando que a escola deveria ser um local de diálogo e democracia, em vez de um espaço para a repressão.
Imagens do incidente, que rapidamente se espalharam pelas redes sociais, mostraram o policial discutindo com os alunos antes de agredi-los. Em um momento chocante, o militar desferiu dois tapas no rosto de uma das vítimas, rasgando sua camisa. Outras vítimas também foram empurradas e colocadas em situação de vulnerabilidade, sem qualquer sinal de agressão por parte dos manifestantes.
O militar em questão foi identificado e encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), e, como medida preventiva, foi afastado de suas funções nas ruas. As circunstâncias que cercaram o ato de violência levantam questões sobre a abordagem da polícia em ambientes escolares, sugerindo a necessidade de revisões sobre o uso da força em situações onde jovens se manifestam democraticamente.
Neste contexto, a coluna segue tentando contato com a direção da escola para esclarecer a posição da instituição sobre o acontecimento que, ao que tudo indica, não só traumatizou os alunos, mas também abalou a comunidade escolar como um todo. A situação é preocupante e demanda um olhar cuidadoso sobre a forma como as autoridades interagem com os jovens em espaços que devem ser de aprendizado e respeito.






