
Os seminários regionais trazem os resultados das estimativas das emissões das cidades brasileiras, com enfoque em cada região que compõem o território nacional. Os eventos, realizados de forma online, apresentam os resultados para que os atores chaves de cada região se apropriem da ferramenta, dando utilidade prática aos dados municipais e apoiando o processo de planejamento climático. Portanto, tem como objetivo fundamentar o processo de tomada de decisão dos gestores municipais.
O seminário da Região Sudeste acontecerá no próximo dia 28 de abril, quarta-feira, e o voltado para Região Sul será no dia 30 de abril, sexta-feira. Os webinars podem ser assistidos ao vivo, a partir das 10h30, no canal do Observatório do Clima no Youtube. Os eventos da Região Norte, Nordeste e Centro-Oeste já foram realizados e estão disponíveis para serem assistidos.
Plataforma
O SEEG foi criado em 2012, tratando-se da primeira iniciativa nacional de produção de estimativas anuais para toda a economia. Incorporado ao Observatório do Clima, tornou-se uma das maiores bases de dados nacionais sobre emissões de gases estufa.
As Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa são geradas segundo as diretrizes do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), com base na metodologia dos Inventários Brasileiros de Emissões e Remoções Antrópicas de Gases do Efeito Estufa, elaborado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e em dados obtidos junto a relatórios governamentais, institutos, centros de pesquisa, entidades setoriais e organizações não governamentais.
O SEEG Municípios computou as emissões de gases de efeito estufa de todos os 5.568 Municípios brasileiros. O levantamento cobre todos os anos de 2000 a 2018 e o estudo abrange mais de uma centena de fontes de emissões que estão organizadas em cinco categorias: agropecuária, energia, processos industriais, resíduos e mudança de uso da terra. Os dados estão disponíveis aqui.
Este é o primeiro levantamento das emissões com foco na esfera municipal, especialmente para um país de dimensões continentais como o Brasil. O objetivo é aumentar o conhecimento dos prefeitos, câmaras de vereadores, servidores municipais e da sociedade local sobre a dinâmica das emissões e prover uma ferramenta para o desenvolvimento de políticas de desenvolvimento municipal com redução de carbono.
É o poder local que regula vários elementos que implicam nas emissões de gases de efeito estufa, como por exemplo, a implementação de restrições ambientais, a definição e implantação de áreas verdes, a realização de licenciamento ambiental local, transporte e mobilidade urbana, planejamento territorial, critérios da construção civil, gestão de resíduos sólidos, serviços públicos de energia e estímulos para os diferentes setores da economia.
Entender as emissões é o primeiro passo para que seja possível realizar ações para reduzi-las, assim como para pensar planos de ação climática e de adaptação. Fazer um inventário de emissões é um trabalho caro e dispendioso, que demanda recursos técnicos e financeiros que muitas vezes os Municípios não possuem. Por isso, menos de 5% das cidades brasileiras já realizaram um inventário para pelo menos um ano. Apesar de o SEEG Municípios não equivaler a um inventário propriamente dito, fornece um bom cenário de como estão as emissões nos Municípios brasileiros.
O SEEG Municípios é promovido pelo Observatório do Clima em parceria com as instituições IPAM, IMAZON, IMAFLORA, IEMA e ICLEI – Governos Locais pela Sustentabilidade. O lançamento da plataforma foi feito em março de 2021 e está disponível para ser assistido aqui.
Foto: EBC
