Em entrevista ao Metrópoles, Lafaiete expressou seu choque ao descobrir que seus dados foram usados sem seu consentimento. Ele relatou ter recebido ligações e estar temeroso com o desenrolar dos acontecimentos. A relação de Lafaiete com a trama não foi aleatória, pois dias antes do cadastro do telefone, ele se envolveu em um acidente de trânsito com o tenente-coronel Rafael Oliveira.
As investigações da Polícia Federal revelaram que Rafael Oliveira alugou um carro com a mesma placa no aeroporto de Goiânia, e seu celular continha uma foto da CNH de Lafaiete. Posteriormente, descobriu-se que o número de telefone associado a Lafaiete foram utilizados na operação criminosa.
Outros nomes foram identificados na trama, onde militares e policiais utilizaram nomes de países como codinomes. A Operação Contragolpe, autorizada por Alexandre de Moraes, desmascarou a organização criminosa que planejava um golpe de Estado em 2022 e um ataque ao STF. Militares da ativa e da reserva foram presos, incluindo o general Mário Fernandes, que detalhou o plano para matar Moraes e outros.
A PF destacou o arsenal previsto para a ação, incluindo armas de guerra como metralhadoras, granadas e lança-rojões. O documento “Punhal Verde e Amarelo” descrevia a necessidade de seis pessoas para a execução do plano, mostrando a seriedade e a profundidade da operação criminosa. Lafaiete foi inocentado da participação no esquema, mas seu nome ficará marcado nessa história de conspiração e ameaça.
