O arquivo, intitulado “Desenho Op Luneta.xlsx”, continha mais de 200 linhas que abordavam diversos fatores estratégicos do plano, como fisiográfico, psicossocial, político, militar, econômico e de produção. Cada fator tinha seus próprios subtópicos e para cada um deles, a planilha apresentava uma análise detalhada com colunas que incluíam definição, explicações, apreciações e conclusões.
A missão descrita no plano era clara: reestabelecer a lei e a ordem através da retomada da legalidade e da segurança jurídica, visando impedir supostos ataques à democracia e apropriação da máquina pública em favor de ideologias de esquerda. O documento indicava três etapas de implantação do plano, incluindo medidas como emissão de mandados de prisão contra envolvidos em irregularidades eleitorais e investigação do pleito de 2022.
Ferreira Lima teria participado de uma reunião na residência do general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, onde o plano teria sido discutido e aprovado. Além disso, o militar teria monitorado Lula e Moraes, chegando a ser identificado em locais próximos ao ministro do STF para executar a prisão.
Ferreira Lima, Rafael de Oliveira e Braga Netto estão entre os 37 indiciados no relatório da PF. O documento foi entregue ao STF e encaminhado à Procuradoria Geral da República para análise. Caberá ao ministro Moraes decidir se os indiciados se tornarão réus neste caso chocante de tentativa de golpe de Estado, que revela um lado obscuro da política brasileira.







