O presidente do STF, o ministro Edson Fachin, marcou para o dia 8 de abril o julgamento das ações que abordarão a forma como a escolha do novo chefe do Executivo será realizada. Até a decisão ser tomada, o cargo de governador interino continuará a ser ocupado pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro. O resultado desse julgamento pode ter um impacto significativo no futuro político do estado.
No pedido apresentado pelo PL, argumenta-se que, dado que o presidente da Alerj está na linha sucessória estadual, sua nomeação como governador interino é adequada em face da atual situação de vacância. A Assembleia Legislativa se prepara para realizar uma nova eleição para a presidência, prevista para esta semana, após a recente escolha de Douglas Ruas (PL) para o cargo.
Entretanto, uma determinação do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) estipula que o processo eleitoral na Alerj só pode ser realizado após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recontar os votos do deputado Rodrigo Bacellar. Bacellar, que teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022, viu seus 97.822 votos anulados, o que exigirá o recalculo da distribuição das cadeiras na Alerj.
A situação política se complica ainda mais com a saída do ex-vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado, deixando um vazio no cenário governamental. A Alerj também enfrenta a sombra de investigações, já que Bacellar esteve afastado desde dezembro, e foi preso por um curto período devido a acusações de conluio em atividades criminosas relacionadas ao grupo Comando Vermelho.
Dessa forma, o Estado do Rio de Janeiro se encontra em um momento decisivo, onde as decisões judiciais e políticas nas próximas semanas poderão moldar o futuro governamental e a estabilidade da Assembleia Legislativa.
