No entanto, o presidente do IVL, Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, ocultou informações levantadas pela Gaio Innotech e manipulou o relatório apresentado pelo PL na Justiça Eleitoral, com o intuito de sustentar a tese de fraude nas urnas. Segundo a Polícia Federal, Carlos Rocha, Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro agiram de forma dolosa ao insistirem na contestação do resultado das eleições, com o propósito de tentar realizar um golpe de Estado.
A PF indiciou 37 pessoas, incluindo Valdemar, Bolsonaro e Rocha, por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, levantou o sigilo do relatório da PF, revelando as conclusões das investigações que apontam para um plano golpista para impedir a posse do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e seu vice, Geraldo Alckmin.
Além disso, descobriu-se que o PL e o IVL abasteciam influenciadores digitais com informações falsas sobre as urnas eletrônicas e o processo eleitoral brasileiro. Entre eles, estava o marqueteiro argentino Fernando Cerimedo, estrategista da campanha vitoriosa de Javier Milei, que também foi indiciado pela PF.
As investigações da PF dividiram os indiciados em seis núcleos, que se estruturaram por meio de divisão de tarefas, visando incitar um golpe de Estado. Com provas como áudios e conversas obtidos a partir da quebra de sigilos, a polícia desvendou um plano que incluía até mesmo o assassinato de figuras políticas importantes. A trama envolvendo o PL e o IVL revelou uma tentativa de manipulação do processo eleitoral e uma ameaça à democracia no país.





