PL do piso salarial de fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais é aprovado em comissão da Câmara dos Deputados e gera expectativa na categoria.

Na tarde de quarta-feira, a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL 1731/2021) que trata do piso salarial da fisioterapia e da terapia ocupacional. Agora, o texto seguirá para análise das Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça, antes de ser encaminhado para a sanção presidencial.

A proposta estabelece um piso salarial de R$ 4.800 para os profissionais dessas áreas, um valor ligeiramente superior ao piso de R$ 4.750 aprovado recentemente para os profissionais de enfermagem. Atualmente, os salários dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais variam de acordo com os acordos firmados pelos sindicatos em cada estado. Em lugares como São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro, as médias salariais são mais altas, enquanto em estados como Minas Gerais os salários não alcançam os R$ 3 mil.

O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia de Minas Gerais (Crefito-4 MG), Anderson Coelho, destacou a importância do piso salarial para a categoria. Segundo ele, a falta de uma legislação específica no estado faz com que os profissionais tenham uma remuneração média de R$ 2.773, o que leva muitos a buscar múltiplos empregos e dificulta a realização de cursos de capacitação.

A instituição de um piso salarial e a garantia de uma jornada de 30 horas semanais, como propõe o PL, são vistas como medidas essenciais para valorizar a categoria e melhorar a qualidade do atendimento oferecido. Com a alta oferta de profissionais na região sudeste e a falta de regulamentação salarial, muitos profissionais acabam aceitando salários muito baixos.

Diante disso, a expectativa é que o PL traga mais dignidade e valorização para os profissionais da fisioterapia e terapia ocupacional, garantindo uma remuneração justa e condições adequadas de trabalho para esses importantes profissionais da área de saúde.

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