A proposta estabelece um piso salarial de R$ 4.800 para os profissionais dessas áreas, um valor ligeiramente superior ao piso de R$ 4.750 aprovado recentemente para os profissionais de enfermagem. Atualmente, os salários dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais variam de acordo com os acordos firmados pelos sindicatos em cada estado. Em lugares como São Paulo, Distrito Federal e Rio de Janeiro, as médias salariais são mais altas, enquanto em estados como Minas Gerais os salários não alcançam os R$ 3 mil.
O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia de Minas Gerais (Crefito-4 MG), Anderson Coelho, destacou a importância do piso salarial para a categoria. Segundo ele, a falta de uma legislação específica no estado faz com que os profissionais tenham uma remuneração média de R$ 2.773, o que leva muitos a buscar múltiplos empregos e dificulta a realização de cursos de capacitação.
A instituição de um piso salarial e a garantia de uma jornada de 30 horas semanais, como propõe o PL, são vistas como medidas essenciais para valorizar a categoria e melhorar a qualidade do atendimento oferecido. Com a alta oferta de profissionais na região sudeste e a falta de regulamentação salarial, muitos profissionais acabam aceitando salários muito baixos.
Diante disso, a expectativa é que o PL traga mais dignidade e valorização para os profissionais da fisioterapia e terapia ocupacional, garantindo uma remuneração justa e condições adequadas de trabalho para esses importantes profissionais da área de saúde.







