Analisando as tendências, especialistas acreditam que o modelo amadurecerá até 2026, com uma expectativa clara de que, a partir de 2027, os conceitos e a tecnologia se consolidem. A inovação não elimina a necessidade da autorização do consumidor, mas destina-se a simplificar a experiência durante o checkout. No processo de Pix por Biometria, a biometria usada é frequentemente a do dispositivo do consumidor e serve para validar a transação. Assim, após a primeira autorização com a instituição financeira, o usuário não precisa mais abrir o aplicativo do banco para cada compra.
Atualmente, não há dados consolidados disponíveis que quantifiquem o volume de transações feitas via Pix por Biometria, mas já existem indícios de um aumento na oferta dessa tecnologia. O modelo, embora ainda em teste, começa a deixar a fase piloto e se estabelece como uma alternativa convergente nos pagamentos, com o foco em reduzir fricções e permitir uma experiência de compra mais ágil e segura.
Com as bandeiras de cartão buscando diversificar suas ofertas, a Visa lançou a solução Visa Conecta, que já apresenta casos de sucesso, como a possibilidade de pagar passagens de ônibus por meio de Pix com biometria facial via WhatsApp. Por sua vez, a Mastercard implementou o Pix por Biometria em parceria com a Getnet, enquanto a Bemobi já disponibilizou a tecnologia para empresas diversas, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
O crescimento do e-commerce fomentou a demanda por soluções de pagamento que eliminem as barreiras do processo tradicional, onde o ato de abrir o aplicativo bancário pode gerar um abandono de carrinho significativo. Estima-se que cerca de 30% dessas operações online enfrentam dificuldades neste processo.
Com o ambiente regulatório começando a exigir a Jornada Sem Redirecionamento (JSR) do Open Finance e um piloto mais maduro, a previsão é que o ano de 2027 represente um marco na consolidação do Pix por Biometria. Contudo, os principais desafios envolvem a segurança das transações e a conscientização dos consumidores sobre o uso dessa nova forma de pagamento. Isso requer esforços contínuos de educação e prevenção de fraudes, assegurando que o consumidor se sinta confortável e seguro ao adotar essa tecnologia inovadora. O futuro dos pagamentos no Brasil, portanto, parece promissor, com a expectativa de que essa nova era traga agilidade e segurança ao cotidiano das transações financeiras.




