Pix lidera transações no Brasil em 2025, representando 54,7% do total, mas ainda fica atrás da TED em valor financeiro e volume.

Crescimento do Pix e Dinâmica dos Pagamentos no Brasil em 2025

No Brasil, o sistema de pagamento instantâneo Pix se consolidou como o método mais utilizado pelos cidadãos durante o segundo semestre de 2025. Com um impressionante share de 54,7% das transações realizadas, o Pix alcançou o marco de 42,9 bilhões de operações no período, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Essa ascensão significativa reflete a popularização do sistema, especialmente em um contexto onde o número total de transações de pagamento atingiu 78,4 bilhões, um crescimento de 12,9% em relação ao mesmo semestre de 2024. O volume financeiro totalizou R$ 68,2 trilhões, evidenciando uma evolução de 14,1%.

Apesar de ser o líder em número de transações, o Pix ainda não supera a Transferência Eletrônica Disponível (TED) em termos de volume financeiro, particularmente nas operações destinadas entre empresas. No período analisado, as transferências via TED representaram 34,7% do total, enquanto o Pix respondeu por 28,6%. Além disso, o valor médio das transações destaca a predominância da TED, que ultrapassou R$ 58,3 mil, contrastando com os R$ 456 do Pix, que, mesmo com um aumento de 7% em relação ao ano anterior, se mostra inferior.

Os cartões também mantêm sua relevância no cenário de pagamentos, representando 30,4% do total de transações. O Banco Central registrou 23,8 bilhões de operações realizadas com cartões no segundo semestre de 2025. O cartão de crédito, em especial, viu um aumento de 13% em volume financeiro, coronando-se como o preferido dos consumidores, mesmo apresentando um valor médio de R$ 138, um crescimento modesto de 3,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Enquanto isso, instrumentos tradicionais como boletos e cheques continuam a se destacar, embora de maneira limitada. Os boletos observaram um crescimento de 3,7% no volume total transacionado, correspondendo a 7,6% do total de operações. Por outro lado, os cheques, embora ainda em uso, representaram apenas 0,5% das transações, com um volume em queda de 18,7%.

Por fim, o cenário dos saques tradicionais mostra uma diminuição significativa, totalizando 1,1 bilhões de transações, uma queda de 13,8%. Em contrapartida, as transações de Pix Saque cresceram 20,9%, evidenciando a busca constante por soluções mais práticas e ágeis.

Essas estatísticas fornecem uma visão abrangente do panorama financeiro no Brasil, revelando tanto o potencial do Pix e dos cartões quanto a resistência ainda encontrada em métodos mais antigos, como cheques e saques tradicionais. O Banco Central, através do Portal Brasileiro de Dados Abertos, continua a disponibilizar um vasto conjunto de informações sobre o uso relacionado aos instrumentos de pagamento no país, permitindo uma análise aprofundada do comportamento financeiro da sociedade brasileira.

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