Pirarucu: Cuidados e Regras para Pesca do “Gigante Invasor” nas Águas do Centro-Oeste

Cuidados Necessários na Pesca do Pirarucu: O Gigante Invasor das Águas

A pesca do pirarucu, um dos maiores peixes de água doce do mundo, exige atenção especial por parte dos pescadores, especialmente nas regiões do Centro-Oeste brasileiro, onde a espécie tem se espalhado, incluindo o Distrito Federal (DF) e Goiás (GO). Este peixe, que é nativo da Amazônia, passou a ser classificado como invasor fora de sua bacia natural, tornando-se uma preocupação ambiental significativa.

Recentemente, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou a captura e o abate do pirarucu no DF e Goiás, especialmente no Lago Paranoá. Essa medida visa o controle populacional da espécie, que, segundo especialistas, pode ter um impacto nocivo sobre a biodiversidade local quando introduzida em novos ambientes. O biólogo Paulo Franco, diretor técnico da Associação de Pesca Esportiva, Subaquática e Conscientização Ambiental do DF, alerta que os pescadores devem adotar cuidados rigorosos durante a captura.

Por ser um peixe que pode ultrapassar 2 metros de comprimento e atingir mais de 200 kg, o manuseio do pirarucu não é apenas uma questão de habilidade, mas também de segurança. Franco recomenda o uso de equipamentos adequados e a realização das atividades em equipe, a fim de evitar lesões, considerando a força e o tamanho impressionantes desse peixe.

Além das questões de segurança, a pesca do pirarucu fora da Amazônia deve ser realizada de acordo com as diretrizes do Ibama, que proíbem a devolução do peixe ao ambiente aquático. Isso se deve ao fato de que a soltura da espécie não ajuda no controle populacional, o que é essencial para evitar a sobrecarga sobre os ecossistemas já estabelecidos.

É fundamental que os pescadores respeitem as normas gerais de pesca, evitando métodos ilegais como o uso de explosivos ou substâncias tóxicas. A posse da carteira anual de pesca amadora, obrigatória para a prática da pesca em solo brasileiro, é uma exigência que busca garantir a legalidade da atividade e promover a conservação dos recursos pesqueiros.

Nas águas do DF, a pesca do pirarucu é permitida em várias bacias, incluindo as do Rio Descoberto, Rio Corumbá e Rio São Bartolomeu. No entanto, a bacia hidrográfica do Maranhão, que atravessa a região norte do DF, não está inclusa na autorização do Ibama, mantendo a proibição de pesca nesta área.

Em Goiás, as regras variam conforme as bacias hidrográficas. Nas regiões do Paranaíba e do São Francisco, onde o pirarucu não é nativo, a pesca está liberada durante todo o ano, sem limites de tamanho ou quantidade. Em contrapartida, na bacia Tocantins-Araguaia, que abriga a espécie naturalmente, a pesca é proibida.

Dessa forma, é crucial que os pescadores estejam cientes das normativas e prevejam práticas sustentáveis. O abate do pirarucu se tornou uma medida de controle ambiental necessária, destacando a importância de uma pesca responsável e a colaboração de todos na preservação da biodiversidade local.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo