Pinto da Madrugada Revoluciona Vendas de Ambulantes em Maceió
A orla de Maceió está em festa com a chegada do Pinto da Madrugada, um dos blocos carnavalescos mais emblemáticos do Brasil. O evento não apenas traz alegria e animação, mas também movimenta a economia local, especialmente para os ambulantes que dependem da intensa demanda gerada pela folia. Os movimentados calçadões se enchem de foliões, e a temperatura alta contribui para um aumento significativo nas vendas de refrescos e alimentos.
Entre os ambulantes, Rayane Carine, de 19 anos, é uma das que se beneficiam dessa onda festiva. Há anos vendendo açaí na região, ela relata que a procura por produtos gelados nunca esteve tão alta. “Desde que cheguei, não parei de vender. Este calor faz todo mundo querer um açaizinho”, comenta a jovem, que estima poder vender entre quatro a cinco caixas de açaí ao longo do dia.
Outros como Quitéria Maria, de 57 anos e com mais de 45 anos de experiência no evento, também aproveitam a oportunidade. Ela diz que a expectativa de vendas sempre é positiva, sobretudo quando o sol brilha forte e a multidão é maior. “Hoje está bom demais. A energia é contagiante”, afirma, radiante com o volume de clientes.
Cristiane dos Santos, que trabalha no Pinto da Madrugada há três anos, também não esconde a satisfação com o movimento. Acompanhada da filha, ela empurra uma bicicleta cheia de produtos como cerveja e água. “A movimentação está ótima, graças a Deus. As expectativas são das melhores”, festeja Cristiane, que percebe a animação crescente a cada bloco que passa.
O Pinto da Madrugada vai além de um simples desfile de carnaval; é uma celebração que aquece a economia local e fortalece laços comunitários. Enquanto a festa se desenrola, a Organização Arnon de Mello (OAM) mobiliza suas equipes para transmitir ao vivo o evento, conectando aqueles que não podem estar presentes à experiência vibrante da festa.
Assim, o Pinto da Madrugada representa muito mais que uma tradição carnavalesca; simboliza uma oportunidade de renda e união para os trabalhadores que atuam ao longo da orla de Maceió, provando que a folia não é apenas uma celebração, mas também um motor econômico vital para a região.
