PGR pede retorno de Monique Medeiros à prisão preventiva em caso da morte de Henry Borel, reforçando necessidade de garantir ordem pública e respeito ao STF.

Na última quarta-feira, a Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se de forma favorável ao retorno da prisão preventiva de Monique Medeiros, ré que responde pelo trágico caso da morte de seu filho, Henry Borel. O posicionamento da PGR endossa uma reclamação já apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) por Leniel Borel, pai da criança e assistente de acusação, reforçando a necessidade de reavaliação da decisão anterior que resultou na liberdade de Monique.

A manifestação formal da PGR, direcionada ao ministro Gilmar Mendes, critica a decisão adotada pela 2ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Em março, o juiz responsável pelo caso suspendeu a prisão de Monique com base na alegação de excesso de prazo. No entanto, a PGR argumenta que essa medida contraria entendimentos prévios do STF sobre a situação da acusada, que já havia sido analisada em decisões anteriores. Para a PGR, a manutenção da prisão preventiva é crucial não apenas para garantir a ordem pública, mas também para assegurar a adequada tramitação do processo e a possível aplicação da lei penal.

Em sua defesa, a Procuradoria refuta a justificativa de que houve um atraso excessivo que justificasse a liberação de Monique. A PGR ressalta que os adiamentos no julgamento não são resultado de falhas do Judiciário, mas sim de ações da própria defesa — um exemplo clássico é o abandono do plenário pelos advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, co-réu ao lado de Monique. Diante disso, a PGR argumenta que não há constrangimento ilegal por excesso de prazo.

Outro aspecto importante destacado pela PGR é que a análise da duração da prisão de Monique deve envolver critérios além da simples contagem de dias, como a razoabilidade da situação, o número de pessoas envolvidas e o comportamento das partes ao longo do processo judicial.

Por fim, a Procuradoria conclui que houve desrespeito às decisões do STF e defende que a reclamação apresentada deve ser aceita, visando o restabelecimento da prisão preventiva de Monique Medeiros. Segundo a manifestação, não se caracteriza excesso de prazo quando a demora no processo é provocada por estratégias da defesa ou por condições justificáveis do caso.

Ressaltando a gravidade da situação, vale lembrar que o julgamento do assassinato de Henry Borel, ocorrido em março de 2021, foi interrompido em um momento crítico, levando à liberação temporária da mãe, que gerou repercussões emocionais intensas, especialmente para o pai da criança.

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