Em sua análise, Gonet destacou a ausência de novidades nas informações propostas, o que levou à conclusão de que os tópicos abordados não apresentavam a necessária originalidade para serem aceitos como válidos dentro do contexto investigativo. Costa, juntamente com seu advogado, Daniel Monteiro, foi preso durante a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga uma série de irregularidades financeiras.
As investigações revelaram que Costa teria negociado propina com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master, por meio de transações envolvendo imóveis, com a promessa de facilitar a compra do Banco Master pelo BRB. O rombo financeiro resultante desse esquema é alarmante: estimativas apontam que as fraudes já superam R$ 12,2 bilhões, classificando-se como uma das maiores fraudes bancárias na história do Brasil.
Além disso, a Polícia Federal identificou que Costa recebeu mais de R$ 74 milhões de Vorcaro e utilizou o BRB para garantir a liquidez do Banco Master, agindo como um representante do ex-banqueiro dentro do banco público. A prisão preventiva de Costa foi justificada por Gonet como uma medida necessária para proteger a ordem econômica e garantir a realização de uma investigação completa, dado que existem indícios de que o ex-presidente do BRB poderia continuar a atuar de forma delituosa.
O Ministério Público Federal (MPF) também está investigando uma transação de R$ 303 milhões entre o BRB e o Banco Master, que levanta suspeitas de possíveis fraudes, incluindo a falta de auditorias adequadas. O cenário se complica ainda mais com a apreensão de que a operação pode envolver documentos falsificados, aumentando as preocupações acerca da integridade do sistema financeiro. As apurações tiveram início em 2024, quando o MPF solicitou investigações sobre a manipulação de créditos que poderiam ter sido criados sem a devida conformidade regulatória.
