PGR denuncia Bolsonaro por tentativa de golpe e plano para matar Lula e ministro do STF em nova operação.

Na noite da última terça-feira (18/2), a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou uma denúncia que abalou o cenário político brasileiro. O ex-Presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas foram acusadas de estarem envolvidas em um plano para monitorar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, às vésperas do Natal de 2022.

Segundo o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, a denúncia traz à tona novos detalhes da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de obras de ordens de Bolsonaro. Cid relatou a participação do coronel do Exército Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-Presidente, nas ações violentas planejadas contra o ministro Moraes.

O monitoramento do ministro Alexandre de Moraes teria sido solicitado por Bolsonaro, conforme revelado na denúncia apresentada pela PGR. O depoimento e o telefone celular de Mauro Cid foram cruciais para desvendar os planos relacionados à tentativa de golpe de estado, incluindo a operação denominada Punhal Verde Amarelo.

De acordo com as informações fornecidas por Cid, as primeiras solicitações para o monitoramento do ministro Moraes partiram de Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima, no contexto da operação “Copa 2022”. Essa operação incluía um plano para assassinar tanto o ministro Moraes quanto o então presidente eleito, Lula, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin.

A denúncia da PGR trouxe à tona um cenário de conspiração e violência planejado por integrantes do círculo próximo a Bolsonaro. As acusações corroboram as tensões políticas que têm marcado o país e colocam em evidência a fragilidade democrática enfrentada pelo Brasil. A sociedade aguarda ansiosamente os desdobramentos desse escândalo e espera que a justiça seja feita.

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