Segundo o procurador-Geral da República, Paulo Gonet, a denúncia traz à tona novos detalhes da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de obras de ordens de Bolsonaro. Cid relatou a participação do coronel do Exército Marcelo Câmara, ex-assessor do ex-Presidente, nas ações violentas planejadas contra o ministro Moraes.
O monitoramento do ministro Alexandre de Moraes teria sido solicitado por Bolsonaro, conforme revelado na denúncia apresentada pela PGR. O depoimento e o telefone celular de Mauro Cid foram cruciais para desvendar os planos relacionados à tentativa de golpe de estado, incluindo a operação denominada Punhal Verde Amarelo.
De acordo com as informações fornecidas por Cid, as primeiras solicitações para o monitoramento do ministro Moraes partiram de Rafael Martins de Oliveira e Hélio Ferreira Lima, no contexto da operação “Copa 2022”. Essa operação incluía um plano para assassinar tanto o ministro Moraes quanto o então presidente eleito, Lula, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin.
A denúncia da PGR trouxe à tona um cenário de conspiração e violência planejado por integrantes do círculo próximo a Bolsonaro. As acusações corroboram as tensões políticas que têm marcado o país e colocam em evidência a fragilidade democrática enfrentada pelo Brasil. A sociedade aguarda ansiosamente os desdobramentos desse escândalo e espera que a justiça seja feita.







