De acordo com o parecer da PGE, não foram identificadas irregularidades na pesquisa. A Procuradoria enfatizou que a Justiça Eleitoral deve exercer seu papel de maneira excepcional ao avaliar as metodologias utilizadas por institutos de pesquisa. A alegação do PL gira em torno da suposta produção de respostas que teriam um viés negativo sobre Flávio Bolsonaro. O partido argumentou que o questionário incluiu uma série de perguntas focadas no Banco Master e no empresário Daniel Vorcaro, além de um áudio que supostamente envolvia o senador. Para o PL, essa abordagem poderia levar a um “direcionamento cognitivo” que afetaria as respostas sobre a intenção de voto e a rejeição eleitoral.
Entretanto, a PGE refutou essa visão. A Procuradoria argumentou que não deve haver interferência da Justiça Eleitoral sobre os tópicos abordados nas pesquisas, exceto em casos claros de fraude ou manipulação. A PGE destacou ainda que a pesquisa incluiu perguntas sobre a intenção de voto antes de abordar a questão do Banco Master, o que, segundo o órgão, diminui a possibilidade de que as respostas tenham sido impactadas diretamente pelas perguntas posteriores.
Outro ponto levantado pelo PL foi a falta do arquivo de áudio utilizado na pesquisa no sistema de registro da Justiça Eleitoral. A PGE considerou adequada a justificativa da AtlasIntel, que afirmou que o sistema “PesqEle” aceita apenas documentos em PDF. Além disso, destacou que Flávio Bolsonaro confirmou publicamente a veracidade do conteúdo do áudio questionado.
A manifestação da PGE culmina com a afirmação de que as contestações às pesquisas eleitorais precisam ser sustentadas por provas técnicas robustas ou indícios concretos de manipulação. Portanto, a Procuradoria defende que a simples insatisfação com o conteúdo das perguntas ou a discordância em relação aos métodos utilizados não são suficientes para justificar uma restrição jurisdicional.
