Os detalhes sobre o potencial ataque ainda são incertos, mas os investigadores acreditam que ele poderia ocorrer em um evento público, com grande aglomeração de pessoas. A intensificação das investigações levou à identificação de um recrutador do suspeito, Thiago José Silva Barbosa de Paula, que passou a ser monitorado pelas autoridades em outubro do ano passado, após o FBI alertar sobre sua participação em grupos de propaganda do Estado Islâmico (ISIS). Além de disseminar conteúdo extremista, Thiago estava envolvido na propensão à fabricação de explosivos e armamentos.
Em 12 de dezembro de 2024, a PF cumpriu um mandado de busca na casa de Thiago, onde foram encontradas evidências alarmantes. Entre os itens apreendidos estavam uma bandeira do Estado Islâmico/Boko Haram, um juramento de lealdade ao Califado, cópias do Alcorão com marcações pertinentes, vídeos e documentos contendo instruções de combate, coquetéis molotov prontos para uso, além de materiais químicos com potencial explosivo. Thiago, que administrava um canal online propagando a ideologia do ISIS, foi condenado a 11 anos de prisão por seus crimes.
Pesquisas ainda revelaram tentativas de recrutamento de alunos na USP de São Carlos para a fabricação de bombas, além de reuniões secretas e arquivos suspeitos deixados em computadores públicos. Neste novo desdobramento, a investigação está focada em aprofundar a apuração dos fatos e prevenir futuras ameaças à segurança pública. Até o momento, não há indícios de que o Estado Islâmico esteja diretamente financiando os planos dos suspeitos no Brasil. A operação ilustra a crescente vigilância das agências de segurança contra atividades extremistas no país, ressaltando a necessidade de cautela diante de potenciais riscos à ordem social.






