“Posso afirmar com total certeza, sem rodeios, que, durante a nossa gestão, nunca houve direcionamento ou favorecimento nas investigações, nem qualquer prejuízo a servidores por razões ideológicas ou políticas. Reitero que a Polícia Federal não protege e nem persegue. Aqui, atuamos dentro da legalidade”, declarou o diretor, ressaltando a importância da autonomia do órgão.
Rodrigues lamentou as críticas direcionadas à PF, explicando que muitas vezes a instituição é acusada tanto de agir de maneira inadequada como de não fazer o que deveria. “A quem interessa uma Polícia Federal forte? Certamente, não interessa àqueles que se associam ao crime”, ponderou o diretor-geral, destacando o desafio enfrentado pela corporação em sua missão.
As declarações de Rodrigues se dão em um contexto de investigações significativas que envolvem fraudes no Banco Master e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A apuração sobre o Banco Master levanta suspeitas sobre uma ligação comercial entre o banqueiro Daniel Borcar e o ministro do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, o que gerou reações adversas no âmbito judicial. No que diz respeito ao INSS, a PF determinou a quebra do sigilo bancário de Fábio Luis Lula da Silva, filho do presidente Lula, acirrando ainda mais o foco das investigações.
Rodrigues também mencionou que a atuação firme da Polícia Federal é muitas vezes o alvo de ataques, descritos por ele como “covardes” e “vis”, visando deslegitimar o trabalho de colegas em investigações cruciais para a manutenção da democracia e o combate ao crime organizado. Ele ainda aproveitou a oportunidade para elogiar o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e outras autoridades que também têm sido criticadas por suas participações nestas investigações. A apresentação do diretor reflete a complexidade do papel da Polícia Federal em um ambiente de crescente polarização política e desafios operacionais.






