No centro da apuração estão cinco parlamentares, entre os quais se destaca o deputado federal Mário Frias. Em 2024, Frias alocou R$ 2 milhões em emendas para uma ONG que é presidida pela sócia da produtora responsável por “Dark Horse”. Este vínculo levanta questionamentos sobre a destinação dos fundos e sua eventual aplicação na produção do filme.
Em declarações anteriores, Mário Frias defendeu que as emendas encaminhadas à ONG não tinham como propósito o financiamento da obra cinematográfica sobre Bolsonaro. Contudo, a controvérsia persiste, especialmente com a recente auditoria iniciada pela Controladoria-Geral da União (CGU). O objetivo desse processo é examinar a correta aplicação dos recursos públicos, verificando se foram realmente utilizados para os projetos previstos nas emendas ou se houve desvio de finalidade, como a utilização indireta destes fundos para custear a produção de “Dark Horse”.
A auditoria envolverá uma análise técnica aprofundada, incluindo a verificação de documentos e prestações de contas, bem como a avaliação da efetiva realização dos projetos apresentados pelas entidades beneficiadas. Os resultados desta investigação serão encaminhados ao ministro Flávio Dino e poderão influenciar o andamento do inquérito em curso no STF.
Essa movimentação levanta importantes questões sobre a transparência na aplicação de recursos públicos e a responsabilidade de parlamentares na gestão de emendas. O desenrolar dessa investigação promete trazer à tona informações cruciais sobre a conexão entre financiamento público e produções cinematográficas, refletindo um cenário em que a ética e a legalidade estão sob intenso escrutínio.
