As evidências recolhidas foram apresentadas em uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que também autorizou mandados de busca e apreensão em locais associados a Castro e a outros integrantes da gestão estadual. Além disso, o ministro ordenou a prisão preventiva de Magro, que atualmente se encontra foragido, estando fora do país.
O ministro Moraes destacou que a análise das provas indica que Barcha mantém relações próximas e operacionais com auditores fiscais, subsecretários e até o próprio Secretário de Fazenda. Ele teria utilizado essas relações para intervir em processos administrativos delicados, antecipar decisões, direcionar ações e influenciar a alocação de servidores em áreas estratégicas. Tal comportamento é considerado incompatível com a legalidade administrativa e levanta preocupações sobre a integridade das operações governamentais.
Essas revelações fazem parte da Operação Sem Refino, uma investigação que se concentra na atuação do grupo Refit, suspeito de práticas como ocultação de patrimoniais, dissimulação de bens e movimentação de recursos para o exterior. Até agora, a operação resultou no cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão, além de sete determinações de afastamento de funções públicas em unidades federativas como Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal.
Esse caso, que expõe uma possível rede de corrupção envolvendo altos escalões do governo, segue em andamento e promete desdobramentos importantes nos próximos dias. A sociedade aguarda com expectativa os resultados dessa investigação e suas possíveis repercussões no cenário político do estado.





