De acordo com mensagens obtidas pela PF, Bolsonaro teria pressionado o alto comando militar para conseguir apoio para o golpe. Em uma reunião realizada em 9 de dezembro de 2022, o ex-presidente se encontrou com o general Estevam Cals Theófilo, na época comandante do Exército, para discutir a mobilização das Forças Armadas. As mensagens enviadas pelo então ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, relatam que o ex-presidente fez ajustes no decreto para torná-lo mais resumido.
Os registros também apontam que Bolsonaro teria sido pressionado por deputados a adotar “medidas mais pesadas” que envolvessem o uso da força militar. A cronologia dos eventos apresentada pela PF detalha os atos ilícitos que, segundo a corporação, tinham como objetivo inviabilizar a posse de Lula, evidenciando um esquema de alto escalão para fragilizar a democracia no Brasil.
Essas revelações da Polícia Federal lançam luz sobre a complexa trama que envolveu o ex-presidente e militares em um possível golpe de Estado. A investigação mostra a gravidade das ações planejadas e a ameaça que representavam para a ordem democrática no país. A sociedade aguarda agora os desdobramentos desse caso e as medidas que serão tomadas para responsabilizar os envolvidos.
