Juliana enfatiza que, durante a folia, os tutores tendem a ficar mais distraídos, diminuindo a segurança que os pets normalmente sentem. Essa mudança pode levar os animais a experimentarem uma verdadeira sobrecarga sensorial. As consequências são alarmantes; entre as emergências comuns estão a hipertermia, desidratação e até queimaduras nas patas. Além disso, o pânico pode levar os animais a tentarem escapar ou reagirem com agressividade defensiva. Em termos emocionais, uma experiência negativa durante o Carnaval pode resultar em uma sensibilidade ampliada a barulhos e aglomerações no futuro.
Identificar sinais de estresse é crucial. Ofegância excessiva, tremores, cauda baixa e orelhas para trás são alguns dos indicativos de que o animal está passando por uma situação desconfortável. Em gatos, comportamentos como a rigidez corporal e o retraimento são comuns. Quando um animal altera sua maneira usual de se comunicar, é um sinal claro de que seus limites foram ultrapassados.
Para aqueles que ainda desejam levar seus pets para bloquinhos, a especialista recomenda ambientes controlados, com menos pessoas, ruídos moderados e temperaturas amenas. É fundamental que o responsável esteja preparado para sair imediatamente ao perceber qualquer sinal de desconforto.
Se a decisão for por não levar o animal, há alternativas seguras e adequadas, como passeios em horários tranquilhos, a implementação de atividades enriquecedoras em casa e a contratação de pet sitters para aqueles que planejam passar longas horas fora. Juliana reforça que criar um espaço seguro para o animal não é um ato de abandono, mas sim uma demonstração de cuidado, promovendo bem-estar tanto durante o Carnaval quanto ao longo do ano.
