A teoria orgânica, amplamente aceita entre os cientistas, sustenta que o petróleo se formou a partir de fitoplâncton, zooplâncton e bactérias. Esses organismos marinhos, que habitaram os oceanos há milhões de anos, são os verdadeiros precursores do petróleo, e não os gigantes répteis que dominaram os continentes durante a era mesozoica.
A geóloga Anna Kazachkova, do Instituto de Karpinsky, esclarece que a formação do petróleo ocorreu em ambientes marinhos, enquanto os dinossauros eram terrestres e, portanto, não podiam contribuir diretamente para a sedimentação oceânica onde esse petróleo se formou. Kazachkova critica a lógica que perpetua a ideia equivocada de que o petróleo é derivado dos dinossauros. Essa falácia se baseia no raciocínio linear de que, sendo o petróleo um combustível fóssil e a maior parte dele sendo formado na era dos dinossauros, então qualquer fóssil encontrado tem que ser de um dinossauro.
Além disso, a especialista observa que o mito pode ter sido alimentado por campanhas promocionais da Sinclair Oil, uma empresa petrolífera que, na década de 1930, associou sua marca a escavações de dinossauros. Essa estratégia de marketing contribuiu para a confusão entre a época de formação do petróleo e a era dos dinossauros.
A investigação científica mais recente demonstrou que grandes depósitos de petróleo foram encontrados em formações rochosas que datam de épocas em que os dinossauros ainda não existiam. Portanto, apesar de esses répteis terem um papel significativo na história geológica da Terra, a verdadeira origem do petróleo é um legado dos microrganismos, que viveram em ambientes aquáticos muito antes do surgimento dos dinossauros. Assim, desmistificar essa questão é fundamental para uma compreensão mais precisa das fontes de energia que alimentam a sociedade moderna.




