Por volta das 7h, no horário de Brasília, o petróleo Brent, referência internacional, caiu 10,60%, sendo cotado a US$ 98,22, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, registrou uma queda de 12,38%, negociado a US$ 89,61. O gás natural europeu, por sua vez, viu uma baixa ainda mais intensa, despencando cerca de 11% em seu valor.
Fontes vinculadas ao processo de negociação indicam que Washington e Teerã estão em vias de formalizar um memorando de entendimento que poderá encerrar o conflito. Esse acordo, embora ainda não oficializado, prevê a retirada de limitações ao trânsito no Estreito de Ormuz por ambas as nações. O governo dos EUA está aguardando uma resposta do Irã em um prazo de até 48 horas.
De acordo com os termos preliminares do pacto, o Irã se comprometeria a suspender seu enriquecimento nuclear, enquanto os Estados Unidos procederiam com a liberação de fundos iranianos que estão congelados, além de suspender diversas sanções. O entendimento bilateral também contemplaria a liberdade de movimentação pelo Estreito de Ormuz.
A rápida reação do mercado reflete mais uma mudança de sentimento diante das negociações do que alterações nos fundamentos econômicos. Giovanni Staunovo, analista do UBS Group AG, emitiu uma avaliação a respeito do contexto, destacando que a recuperação dos fluxos no estreito ainda é incerta.
Além disso, a movimentação ocorre em um momento delicado no cenário político, com declarações do ex-presidente Donald Trump indicando uma pausa na operação de escolta de navios no Estreito de Ormuz. Essa decisão, que representa uma reviravolta, foi anunciada logo após o início da operação. Trump assegurou que houve “grande progresso” nas conversas para estabelecer um término no conflito.
O contexto é ainda mais complexo, uma vez que Trump mencionou a possibilidade de uma solução diplomática, impulsionado por mediadores como o Paquistão. A situação se intensifica em meio a uma reunião entre o ministro das Relações Exteriores do Irã e o chanceler chinês, refletindo a aliança estratégica entre Teerã e Pequim. Enquanto isso, os Estados Unidos esperam que a China desempenhe um papel ativo em persuadir o Irã a facilitar o acesso ao Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global de petróleo.







