Desmembrando os números, a produção de gás natural alcançou 613 mil barris diários, enquanto a extração de petróleo somou 2,58 milhões de barris no período de janeiro a março. O pré-sal continua sendo uma parte crucial na produção, com uma média de 2,19 milhões de barris diários, confirmando a sua importância estratégica para a estatal.
O crescimento no desempenho operacional é atribuído à manutenção da produtividade nos campos de extração e à implementação de práticas que reduziram as perdas durante paradas para manutenção. Com isso, a Petrobras assegurou maior estabilidade e continuidade nas operações.
Além disso, o setor de refino também se destacou, alcançando a melhor marca em 12 anos. A produção de derivados de petróleo elevou-se em 6,7% em relação ao último trimestre de 2025, somando 1,81 milhão de barris por dia. O diesel e o querosene de aviação (QAV) representaram 68% do volume total de derivados. O fator de utilização das refinarias atingiu impressionantes 95%, e em março, em decorrência da intensificação do conflito no Irã, esse indicador subiu para 97,4%, o maior desde dezembro de 2014.
O diesel teve um desempenho destacado, com produção recorde do tipo S10, alcançando 512 mil barris por dia. Considerando todos os tipos de óleo diesel, a produção foi de 715 mil barris diários, um aumento de 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2025. Nas vendas, a Petrobras observou um crescimento de 2,9% em comparação ao ano anterior, embora a comercialização de gasolina tenha sofrido uma queda de 4% em relação ao trimestre anterior, atingindo 413 mil barris por dia. Por outro lado, as vendas de óleo diesel tiveram um leve aumento de 0,7%, atingindo 739 mil barris diários. Esses resultados evidenciam a recuperação da estatal e suas estratégias eficientes em um cenário desafiador.
