A política em questão, implementada em maio de 2023, foi uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante as eleições de 2022. O então candidato defendia uma abordagem que buscasse “abrasileirar” os preços dos combustíveis, buscando maior alinhamento entre os valores internos e as realidades econômicas do país.
No comunicado, a Petrobras ressalta que os ajustes de preços não seguem uma periodicidade fixa. Essa prática visa evitar que a volatilidade das cotações internacionais e a própria taxa de câmbio influenciem de forma abrupta os preços internos. A estatal reafirma que as alterações de preços são fundamentadas em análises técnicas, respeitando a governança interna da companhia e as condições de refino e logística.
O esclarecimento enviou uma resposta específica à CVM, que havia solicitado informações após a divulgação de uma reportagem no site Brazil Journal. Essa reportagem discutiu a diferença entre os preços dos combustíveis praticados pela Petrobras nas refinarias e os valores estimados no mercado internacional. Essa diferença, chamada de defasagem, tende a aumentar sempre que os preços do barril de petróleo sobem drasticamente, colocando a companhia em uma posição delicada.
Apesar das críticas e questionamentos sobre essa defasagem, a Petrobras informou que não reconhece as estimativas apresentadas por diversos analistas e empresas do setor, que frequentemente calculam e divulgam essas discrepâncias. Essa postura pode levantar dúvidas sobre a transparência da estatal em relação à sua gestão de preços e à comunicação com acionistas e investidores sobre as movimentações do mercado global. Portanto, a relação entre os preços internos e internacionais de combustíveis continua a ser um tema de discussão intensa e debate entre especialistas e o público.





