Petrobras interrompe perfuração na Foz do Amazonas após vazamento de fluido; Ibama investiga causas do incidente e garante monitoramento da situação.

No último domingo, 1º de outubro, a Petrobras anunciou a suspensão temporária das operações de perfuração na Foz do Amazonas após um incidente que resultou no vazamento de fluido de perfuração. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) informou que foi notificado sobre a paralisação no mesmo dia do acidente.

De acordo com a Petrobras, o vazamento ocorreu em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração ao poço Morpho, situado a aproximadamente 175 km da costa do Amapá. A empresa explicou que, durante uma operação de rotina, a equipe da plataforma notou uma queda no nível do fluido nos tanques, o que indicou uma possível perda do material. Uma inspeção inicial não revelou anomalias visíveis, mas um robô submarino foi acionado para investigar mais a fundo.

Após a confirmação do vazamento, a Petrobras tomou medidas imediatas para conter o problema. As linhas afetadas foram isoladas na superfície e a válvula de fundo mantida fechada, interrompendo assim a descarga de fluido no mar. A estatal enfatizou que as operações estavam sendo monitoradas e que não havia risco à segurança da perfuração. O Ibama, por sua vez, afirmou que a situação está sendo acompanhada e que as causas do incidente estão em investigação.

A Petrobras assegurou que não há problemas técnicos com a sonda nem com o poço em si, que permanecem em condições seguras de operação. A empresa declarou também que as linhas afetadas serão trazidas à superfície para avaliação e reparos. A interrupção das atividades, de acordo com a estatal, não gera riscos adicionais, e todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a integridade ambiental da área.

Esse incidente levanta questões sobre a desafiadora operação de exploração de petróleo em regiões sensíveis como a Foz do Amazonas, onde o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental é constantemente discutido. A Petrobras segue em alerta e cooperativa com os órgãos ambientais para assegurar que sua operação não cause danos ao ecossistema local.

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