Os novos navios estão programados para ser construídos em estaleiros localizados em três estados brasileiros: Rio Grande do Sul, onde os gaseiros serão fabricados; Amazonas, onde as barcaças serão produzidas; e Santa Catarina, que abrigará a construção dos empurradores. Com esse investimento, a expectativa é que sejam gerados cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos, um fator que contribuirá significativamente para o desenvolvimento econômico dessas regiões.
A gestão da Petrobras destacou que a aquisição das embarcações não apenas vai melhorar a capacidade operacional da Transpetro, mas também reduzir a dependência de afretamentos. Essa mudança representa um passo em direção à maior eficiência nas operações logísticas de movimentação de gás liquefeito de petróleo (GLP) e de outros produtos.
Os navios gaseiros planejados terão capacidades variando entre 7 mil m³ e 14 mil m³, com um investimento total de R$ 2,2 bilhões nessa parte do projeto. A novidade traz ainda a promessa de eficiência energética superior, com os novos gaseiros operando até 20% melhor em termos de consumo e apresentando uma redução de 30% nas emissões de gases de efeito estufa. O lançamento do primeiro navio está previsto para ocorrer 33 meses após o início das obras, com entregas subsequentes a cada seis meses.
Além disso, as barcaças e empurradores permitirão à Transpetro operar em águas abrigadas, como lagos e canais, aumentando a flexibilidade e a alcance das operações. Esse investimento integra o programa “Mar Aberto”, que tem como meta modernizar a frota nacional voltada para o transporte de combustíveis fósseis, com planos de aportar cerca de US$ 6 bilhões, o que equivale a aproximadamente R$ 32 bilhões entre 2026 e 2030. A iniciativa busca fortalecer a infraestrutura logística do país e incentivar o crescimento sustentável dentro do setor.
