As embarcações serão produzidas em estaleiros de três estados brasileiros: os navios gaseiros serão construídos no Rio Grande do Sul, as barcaças no Amazonas e os empurradores em Santa Catarina. Essa distribuição geográfica do investimento promete fortalecer a indústria naval do país, ampliando a oferta de empregos e incentivando a produção local.
Os novos navios gaseiros, projetados em duas categorias, apresentarão capacidades de 7 mil m³ para três unidades e de 14 mil m³ para as outras duas. Com um investimento separado de R$ 2,2 bilhões para essa parte do projeto, a Petrobras enfatiza que as novas embarcações trazerão melhorias significativas em eficiência energética, prometendo uma redução de até 20% no consumo de energia e de 30% nas emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a possibilidade de operar em portos eletrificados é uma inovação que alinha as operações com as demandas ambientais contemporâneas.
A mobilidade fluvial também será aprimorada com as barcaças e empurradores, que permitirão à Transpetro atuar em áreas abrigadas, como lagos e canais, aumentando a versatilidade de suas operações de transporte. Esse aprimoramento logístico está inserido em um contexto mais amplo de modernização da frota nacional, que se alinha ao programa Mar Aberto, cujo investimento total projetado até 2030 totaliza cerca de US$ 6 bilhões (aproximadamente R$ 32 bilhões).
Dessa forma, a iniciativa não só representa um avanço estratégico para o setor de combustíveis no Brasil, mas também reflete um compromisso com a geração de emprego e desenvolvimento sustentável. O evento de oficialização desse investimento, portanto, marcará um passo importante em direção a um futuro mais eficiente e ecologicamente responsável para o transporte de gás e combustíveis no país.






