Analistas do setor acreditam que essa iniciativa pode significar uma ampliação nas opções de venda de gás para as empresas. Atualmente, a Petrobras oferece contratos de 5, 7, 9 e 11 anos, com valores diferenciados de acordo com a duração do contrato. Além disso, os contratos passam por reajustes trimestrais e anuais, levando em consideração o câmbio e o preço do barril do petróleo.
Para Bruno Armbrust, da ARM consultoria, a redução nos preços do gás é uma sinalização positiva por parte da Petrobras, mesmo sem detalhes específicos sobre as mudanças. Ele ressalta que as novas modalidades de precificação valem apenas para o gás encanado e veicular, não incluindo o gás de botijão (GLP). A redução de 10% no preço final só será repassada ao consumidor se as distribuidoras aderirem às novas contratações.
Além disso, a Petrobras também pretende ofertar novas modalidades para vender o gás de forma mais customizada e competitiva para as empresas que compram energia no mercado livre. Essa estratégia visa aumentar a participação da estatal entre as grandes empresas que buscam fontes diversificadas de energia.
Diante desse cenário, especialistas destacam a importância de atualizar as regras do mercado livre para permitir que as distribuidoras de gás escolham seus fornecedores, beneficiando assim os consumidores finais. A expectativa é de que essas mudanças tragam mais competitividade e transparência ao setor de gás natural no Brasil.





