Petro realiza primeira visita à Venezuela após sequestro de Maduro, firmando acordos para combater narcotráfico e fortalecer cooperação bilateral entre os países.

Na última sexta-feira, 24 de abril de 2026, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, realizou sua primeira visita oficial à Venezuela desde a posse da presidente interina, Delcy Rodríguez, em janeiro. O encontro, que ocorreu no Palácio de Miraflores em Caracas, teve como foco principal a criação de mecanismos de cooperação para o combate ao narcotráfico e à criminalidade na fronteira entre os dois países.

A reunião faz parte da III Comissão de Vizinhança e Integração Colômbia-Venezuela, um esforço conjunto para fortalecer laços bilaterais e abordar questões socioeconômicas urgentes. Durante o discurso após a reunião, Rodríguez destacou a seriedade com que ambos os governos têm tratado a questão das gangues criminosas e dos grupos de narcotráfico que operam na região. Ela enfatizou que novos planos militares também foram discutidos para lidar com essas ameaças.

Petro ressaltou a importância de ambos os países colaborarem em iniciativas que visam apoiar as populações vulneráveis, frequentemente afetadas pela violência e pela criminalidade na fronteira. Ele afirmou que os governos de Colômbia e Venezuela chegaram a um consenso sobre a necessidade de desenvolvimento de programas socioeconômicos que beneficiarão aqueles que foram vítimas desses crimes.

A visita de Petro é significativa, especialmente após os eventos turbulentos de janeiro, quando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por forças dos Estados Unidos durante um ataque militar. Essa ação gerou uma onda de tensões na região e trouxe à tona questões sobre a soberania venezuelana e a política externa dos EUA na América Latina.

Antes dessa visita, Petro já havia estado em Caracas em 2023, quando discutiu a expansão da cooperação bilateral com Maduro. A atual situação reflete um novo momento nas relações entre Colômbia e Venezuela, marcadas por esforços em busca de estabilidade e segurança na região fronteiriça. A reunião também sinaliza uma possível mudança na dinâmica política, com ambos os líderes buscando minimamente estabelecer um diálogo produtivo em meio a um contexto internacional complexo e desafiador.

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