Petro pede reforma urgente da Força Aérea Colombiana após tragédia com avião militar que matou 69 pessoas em acidente no sul do país.

Após a trágica queda de um avião militar C-130 Hércules no sul da Colômbia, que resultou na morte de 69 pessoas e deixou 57 feridas, o presidente Gustavo Petro elevou o tom de suas críticas em relação à gestão do governo anterior. Na data de 24 de março de 2026, Petro enfatizou a urgência da modernização da frota da Força Aérea Colombiana (FAC), sublinhando que a manutenção de aeronaves obsoletas compromete a segurança operacional.

O C-130, que ingressou na frota da FAC em 2020 como uma doação dos Estados Unidos, foi enviado à Colômbia para substituir modelos ainda mais antigos, em resposta à carência de cargueiros no país. Entretanto, o acidente levanta questões sérias sobre a viabilidade dessas aposentadorias e as decisões do governo anterior, sob Iván Duque, que permitiram a incorporação de aeronaves com décadas de uso. Petro argumentou que a escolha por equipamentos antigos, frequentemente aliados a altos custos de manutenção, contribuiu para a fragilidade do atual cenário operacional das Forças Armadas.

Durante as investigações que seguem o acidente, o presidente expressou uma preocupação crescente com a estrutura da frota, afirmando que a deterioração não é um fenômeno recente, mas sim o resultado de anos de adiamento de investimentos e a escolha por soluções temporárias. “Os custos de manutenção são superiores aos de um avião novo. E quanto valem as vidas perdidas?”, questionou Petro em suas redes sociais, enfatizando a necessidade de uma reforma estrutural.

Além disso, oficializou que já solicitou a criação de um conjunto de projetos para a atualização das aeronaves, helicópteros e armamentos da FAC. Contudo, os processos atravancados por barreiras burocráticas internas têm se mostrado um entrave significativo para a implementação dessas melhorias.

O governo colombiano está, nesse cenário, negociando com a Embraer a compra do KC-390, um cargueiro mais moderno e eficiente. As conversações, que se iniciaram há cerca de um ano, ainda não resultaram em um fechamento de contrato. Simultaneamente, Bogotá já firmou um acordo com a sueca Saab para a entrega de 17 caças Gripen, que serão fabricados no Brasil ao longo dos próximos cinco anos, com a intenção de substituir os antigos caças israelenses Kfir.

Estas medidas são vistas como essenciais para a revitalização das capacidades operacionais da Força Aérea, buscando garantir não apenas a segurança do espaço aéreo colombiano, mas, fundamentalmente, a proteção da vida dos cidadãos e dos efetivos militares.

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