Em uma postagem na rede social X, Petro expressou seu descontentamento com a postura de Noboa, acusando o governo do Equador de ofender a Colômbia, que, segundo ele, tem sido a nação que mais apreendeu cocaína em toda a história. O presidente colombiano afirmou categoricamente que “nossa embaixadora no Equador deve retornar imediatamente” e anunciou que uma reunião do Conselho de Ministros será realizada em uma passagem de fronteira entre os dois países, evidenciando a gravidade da situação.
O aumento nas tarifas alfandegárias, conforme declarado pelo Ministério da Produção, Comércio Exterior e Investimentos do Equador, visa intensificar a segurança nas fronteiras, refletindo um sentimento de urgência por medidas mais eficazes contra o narcotráfico. Em comunicado, o ministério informou que o imposto de segurança sobre as importações da Colômbia aumentará de 50% para 100%. Tal decisão, segundo Petro, representa o que ele descreveu como o “fim do Pacto Andino”, um histórico acordo que visava promover a integração econômica entre os países da região.
Este episódio revela uma escalada nas tensões e coloca em dúvida a continuidade de relações diplomáticas mais harmoniosas entre Colômbia e Equador. A situação pode ter repercussões significativas para as trocas comerciais e a segurança na região, além de gerar um debate mais amplo sobre as fronteiras e políticas de combate ao tráfico de drogas. Com a troca de acusações e a quebra de entendimentos, ambos os países precisarão de um diálogo eficaz para evitar um aprofundamento das disputas.
