Em um abrangente discurso nas redes sociais, Petro chamou a atenção para os resultados tangíveis de suas iniciativas, mencionando a apreensão de mais de 3,5 mil toneladas de cocaína durante seu governo, com 2,8 mil delas já certificadas. Essas cifras, segundo o presidente colombiano, representam um avanço sem precedentes no combate ao tráfico de drogas, o que equivale a cerca de 32 bilhões de doses que foram evitadas de chegar ao mercado americano. “Este é um número que nenhum governo colombiano ou estrangeiro jamais alcançou”, afirmou.
Além disso, Petro contestou as acusações de Trump, que o rotulou como conivente com o narcotráfico. Ele insinuou que essa narrativa visa prejudicar a colaboração entre os dois países e refutou a ideia de ser o principal responsável pelo tráfico de drogas. “A polícia é quem supostamente espalha a mentira de que sou o chefe do tráfico de drogas”, declarou, ressaltando que o verdadeiro culpado não é ele, mas sim as circunstâncias complexas que envolvem a questão do narcotráfico na Colômbia.
O ex-presidente americano, por sua vez, havia atacado não apenas o presidente colombiano, mas também criticado a situação em outros países da América Latina, como o México, sugerindo a necessidade de organização e ação por parte dos governos locais. A disparidade entre as visões de Trump e Petro reflete um momento delicado nas relações entre a Colômbia e os Estados Unidos, com o colombiano ressaltando que, ao invés de críticas, deveria haver agradecimentos para com a Colômbia e os esforços feitos para auxiliar os EUA na luta contra as drogas.
Por fim, a troca de declarações entre os dois líderes revela as tensões persistentes que permeiam a política internacional na região, refletindo as complexidades do combate ao narcotráfico e das relações diplomáticas entre a América Latina e os Estados Unidos.







