De acordo com sua análise, ignorar o IRGC nas conversas entre as duas nações pode resultar em diálogos vazios e ineficazes. “O diálogo deve ser entre os Estados Unidos e os guardas revolucionários. Qualquer outra conversação que não inclua essa entidade perde sua relevância”, destacou.
A posição de Khouri reflete um entendimento profundo da dinâmica política iraniana. Ele observa que o IRGC não apenas controla uma parte significativa do aparato estatal e militar, mas também integra uma série de instituições econômicas e sociais que são cruciais para a estabilidade do regime. Como tal, as interações diplomáticas que não considerem essa realidade estão fadadas ao fracasso, visto que o IRGC atua como um pilar do sistema político iraniano.
A relevância do IRGC vai além da política interna, uma vez que suas ações e decisões impactam diretamente as relações internacionais do Irã, especialmente com os Estados Unidos. O grupo é frequentemente associado a diferentes ações e estratégias que desafiam a agenda norte-americana na região, o que torna sua inclusão nas conversações um pré-requisito para qualquer progresso que se busca em termos de pacificação e cooperação bilateral.
Essa perspectiva convida a uma reavaliação das estratégias diplomáticas atuais, sugerindo que os negociadores dos EUA precisam reconhecer o papel central do IRGC para evitar o que seria apenas uma simulação de diálogo, sem os efeitos desejados na busca por soluções pacíficas e duradouras para as tensões entre os dois países. Nesse sentido, as palavras de Khouri não apenas redirecionam o foco para a importância da instituição, mas também instigam discussões mais profundas sobre a natureza das relações internacionais na região do Oriente Médio.
