Não é surpresa que o público identifique culpados por essa recente proliferação das apostas. Mais de um terço dos brasileiros consultados (35,3%) responsabiliza o governo atual de Luiz Inácio Lula da Silva pela disseminação desse setor. Importante destacar que a licença para as apostas online foi sancionada pelo Congresso Nacional em 2018, durante a presidência de Michel Temer. Em um movimento para regulamentar e contrôler essas atividades, o governo Lula enviou um projeto de lei ao Congresso ainda este ano.
Dentre os respondentes da pesquisa, a maioria (63,2%) acredita que as apostas proporcionam “somente prejuízos”, enquanto 23,5% veem mais desvantagens do que vantagens. Assim, 86,7% da população questionada considera que as casas de apostas online trazem mais malefícios do que benefícios. Ao mesmo tempo, apenas 5,9% opinaram que as apostas trazem tanto benefícios quanto prejuízos.
Além de Lula, 26,2% dos brasileiros atribuem ao governo anterior de Jair Bolsonaro a responsabilidade pela intensificação da atividade de apostas no país. Somente 11,8% dos entrevistados apontaram o Congresso como o principal responsável pela expansão desse mercado.
Com a regulação em fase de implementação, estima-se que os brasileiros estejam gastando, mensalmente, cerca de R$ 30 bilhões nas apostas online. A pesquisa também apontou que 70% da população é a favor da proibição das bets. Apenas 15% discordam dessa proposta e, além disso, 80% acreditam que as empresas de apostas devem contribuir mais com impostos. A limitação da publicidade dessas casas de apostas também é um tema amplamente apoiado, com 76% dos brasileiros a favor de restrições.
Curiosamente, apenas 3% veem as apostas como uma possível forma de complemento de renda ou investimento, enquanto 82% não compartilham dessa visão otimista. Este panorama revela um forte desejo por uma maior regulamentação e uma reflexão sobre o impacto social e econômico das apostas esportivas no Brasil.
